Tem dias que a gente fala com o vento, sem esperar respostas. Sem promessa alguma, ainda assim desejamos senti-lo assoprar de leve em nosso rosto. Carinho sem mãos. Nesse, exercício de falar ao vento, em meio a multidão, imaginei que ninguém me via. Convicta de que não seria o vento que me daria as respostas, esqueci de esperá-las. Mas, de repente, ouço o vento soprando, e com ele um cheirinho de terra úmida. Bons ventos não me trouxeram respostas, mas saciaram a sede de um ombro amigo, com um simples olhar.
Vontade de chorar, de ir embora, para que sintam falta. Vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço.
O sofrimento é opcional.
E eu optei por sofrer já que ser feliz é trabalhoso e eu sou muito sedentário. Vai ser feliz você, vai viver outro amor você. Me deixa aqui com meus olhos marejados e inchados. Me deixa sofrer porque quem ama sofre. Eu sofro pelo que ouso sentir por você.
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